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Artigos & Opiniões

Diocese On Line

O Brasil precisa de uma justa reforma agrária

Quando o homem se deixa arrastar pelas próprias para sustentar sua ânsia de prazer, de posse, de dominação e de bem estar, movido por desenfreado egoísmo, compreende-se ao alcance das palavras do profeta: "Ai de vós que ajuntais casa a casa, que acrescentais campo a campo até que não haja mais lugar e que sejais os únicos proprietários da terra" (Is. 5,8). E quando tem tudo isso, não pensa mais a não ser no prórpio descanso, no conforto, esquecendo de que nada disto se aproveita, pois como dizia Jesus, "não é rico para Deus" (Lc. 12,21). Torna-se, assim, injusto, desrespeitando aqueles que tem iguais direitos, tanto da propriedade como dos frutos da terra.

Gostaria, por isso, de voltar a recordar aqui aquilo que é doutrina, "Deus deu a terra a todo o gênero humano, para que ele sustente a todos os seus membros sem excluir nem privilegiar ninguém. Está aqui a raiz do destino universal dos bens da terra. Esta, pela sua prórpia fecundidade e capacidade de satisfazer às necessidades do homem, constitui o primeiro dom de Deus para o sustento da vida humana.

Os bens deste mundo foram criados por Deus para o bem de todos. A propriedade privada, importante e necessária, inclusive da terra, deve estar ao serviço desta finalidade original e não impedi-la.

Trata-se de distribuir as propriedades insuficientes cultivadas para aqueles que as podem tornar rendosas e neste sentido, a posse da terra torna-se legítima.

Papa João Paulo II

Programas para o mês de novembro

Eis aí o mês de novembro no qual celebramos a memória dos mortos na comunhão dos santos. Peçamos ao Deus da vida, a graça de perdemos o medo da morte e conquistarmos o dom da morte mística, isto é, a morte do pecado, do egoísmo e do mal. Sejamos a favor da vida numa cultura da morte, que se impõe cada vez mais através do aborto, do trânsito, da violência. O povo de Deus é o povo da vida.

Novembro se caracteriza também pelo segundo turno das eleições de várias cidades. Vamos pois votar sem omissão, na esperança de dias melhores para o povo.

Novembro é tempo das assembléias paroquiais, comarcais e diocesanas. Para nós, estas assembléias se revestem de capital importância para a avaliação do ano e a projeção do futuro. Nosso futuro pastoral chama-se "grupo de reflexão".

Começaremos visitando as casas, promovendo santas missões até que possamos formas grupos de reflexão. Formados estes grupos, precisamos sempre continuar formando os líderes de grupos. Portanto, procure na paróquia, no secretariado as devidas informações sobre cursos de formação de líderes. Eis, pois o tempo oportuno, a hora da graça e o momento da evangelização.

Dom Orlando Brandes, Bispo Diocesano

Novos Tempos

Nós cristãos, vivemos de esperança. Ela tem um nome: Jesus Cristo. Temos a certeza de que Ele já veio e acreditamos que Ele voltará. Nós cremos que sua vinda tem um começo e terá um final, que é a sua manifestação gloriosa.

Entre esses dois momentos, vai transcorrendo a história humana, uma história de salvação, porque marcada pela morte e ressureição de Cristo. E o mistério da Encarnação de Jesus continua: nós cristãos, temos a missão de tornar Jesus cada vez mais presente no mundo. Preparamos o terceiro milênio de seu nascimento.

Um homem de ciência e de fé resumiu desta forma três atitudes com relação ao fim dos tempos: esperar pacientemente que Cristo volte, terminar a construção da Terra, apressar o fim terminando de fazer o homem. Entre essas três, o cristão deve escolher a terceira atitude porque bastante parecida com a atitude de Deus no princípio do mundo: "façamos o homem à nossa imagem e semelhança".

Enquanto esperemos que Cristo se manifeste totalmente, devemos trabalhar para que o homem seja mais homem e mais semelhança de Deus. Que faça a passagem de condições menos humanas de vida, a condições mais dignas.

Não basta vivermos de esperança ou simplesmente apressar o término dessa esperança. É necessário antecipar o que esperamos. E a esperança das coisas do céu não pode jamais levar-nos a ser indiferentes e omissos para com as coisas da terra. Muito menos podemos deixar que a justiça de Deus se realize apenas no futuro. O Reino de Deus começa aqui e agora.

Pe. Antônio Francisco Bohn, Editor Diocese Informa

Repensando a criação

E Deus, Senhor de tudo, sentou-se comodamente diante de seu Pentium Pro de última geração e se pôs numa postura inventiva e recriadora. Era preciso repensar algumas coisas e dar um novo dinamismo às obras. No seu saber, dominando perfeitamente as áreas de informática e de marketing, pensou num mundo perfeito.

Na sua imaginação e vontade era preciso um mundo light, ligeiramente soft. Os grandes temas recriadores mereceriam destaque em hipertexto. Nos vantajosos, um ok. Nos errados, bastava um Esc. Em algumas situações, sua vasta experiência e prudência exigiam um insert no plano. Nos duvidosos, bastava um delete. Não era possível descuidar-se para que a sua recriação não se tornasse down. Uma revisão cuidadosa culminava em um lock. Era preciso sempre um find em virtude dos hackers. E... afinal, enter, cumpra-se!

Passo a passo, dia após dia, era preciso não descuidar-se do software. Que diriam os outros, que dúvidas adviriam dos concorrentes... Seu prestígio poderia estar comprometido. Era preciso não descuidar-se. Tinha ainda bem presente um case recente. E, acima de tudo, de maneira alguma poderia haver queda de sistema. Mas, não havia motivos maiores para preocupar-se. Seu equipamento multimedia era de última geração. Tudo estava conectado on line. Nada lhe escapava das mãos e... do pensamento. Era preciso agradar, criando um virtual reality para que todos os clientes pudessem trafegar no cyber space e, navegando, todos se sentissem cyber brothers.

O macroambiente precisava estar de tal maneira preparado que não interferisse desfavoravelmente no microambiente de marketing. Era preciso levar em conta também o nicho de mercado, queria que todos tivessem acesso ao plano e pensou até nas estratégias, caso houvesse uma miopia de marketing. Depois de muito pensar e calcular, decidiu-se pela ação: Escolheu interessados e enviou-lhes um follow up e diversos briefings para análise e certificar-se de que seu projeto poderia, de fato, ser executado. Mas, que nada... E deu um tilt!

Suspeita, incômodo, surpresa, medo, admiração, repulsa, curiosidade e desafio: estas são algumas das reações mais comuns aos que vem sendo tratados como um dos maiores fenômenos do século: o marketing religioso. Cresce esse mercado, resultado em parte da resposta positiva das populações empobrecidas e excluídas, carentes de saúde, educação e emprego, entre outras necessidades básicas não resolvidas satisfatoriamente, como também de uma proposta de vantagens arrebatadoras, por uma prosperidade e sucesso financeiro oferecido a uma classe média esperançosa em busca de um apaziguamento espiritual. E Deus se presta a qualquer coisa!

Pe. Antônio Francisco Bohn, Editor Diocese Informa

A Evangelização

Muitas pessoas confundem evangelização com informação. O evangelho não é um livro de palavras, de fatos, de informações a respeito da vida de Jesus. A evangelização parte de revelação divina, dos desígnios salvíficos de Deus. A Sagrada Escritura, toda ela, comunica uma realidade que vale para nós. É Deus que se manifesta através dos acontecimentos da história da salvação. O mundo anseia por autenticidade e está saturado de palavras. Ele quer ver, quer a prova concreta do que falamos. Nossa vida, nossas atitudes devem acompanhar a nossa pregação. A partir dos fatos da vida diária, refletindo sobre eles, podemos comunicar a boa notícia de Jesus. Evangelizar é comunicar essa boa notícia da libertação, da paz, da fraternidade. E o centro dessa boa nova é a morte e a ressurreição de Cristo, acontecimento que marcou e selou o plano de Deus. A parir disso, é Cristo que anuncia e realiza essa boa notícia. Ë ele mesmo quem liberta todo o homem que vem a este mundo e o convida ao seu seguimento integral. O anúncio de Jesus tem uma finalidade concreta: provocar a conversão, a mudança de vida. Ë a vontade do Criador que vem ao encontro do homem, questiona-o e o convida a melhorar de vida. Neste sentido, deixa a liberdade diante de sua proposta. Ele não obriga e nem força ninguém. Porém, espera pela resposta, aguarda pela decisão. A cada instante todo o cristão recebe esse apelo de Deus. A cada instante Deus chama e convida o homem à conversão, num crescimento contínuo em busca de perfeição.

Pe. Antônio Francisco Bohn, Editor Diocese Informa

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